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HISTÓRICO DA ARL-ACADEMIA RIBEIRÃOPRETANA DE LETRAS: UMA HISTÓRIA QUE SE CONFUNDE COM A DE RIBEIRÃO.

Um grupo de jovens idealistas e vibrantes, todos estudantes de várias escolas ribeirãopretanas, reunia-se na Praça XV de Novembro, invadia a redação de "A Tarde", cultivava os mais belos valores do espírito e se mantinha coeso no culto à literatura. Foram os precursores da ARL e, até 1947, permaneceram juntos, numa irmandade de poetas, cronistas, contistas, romancistas e músicos, sobretudo altruístas, apaixonados pela vida e pela cultura, cujos nomes devem estar inscritos nos anais desse sodalício.São eles : José Jardim Moreira, Emília Ferreira da Matta, Aparecido Alécio Schiavon, José Wílson Seixas Santos, Renato Martone, Percival Bacci, Edson de Mello, José Paschoal do Rosário, Theresa Dorothéa de Amjda Rego, Sauio Ramos, José Tupinambá, Olívia Alves dos Santos.

Foi em 1947, no dia 23 de outubro, que os jovens literatos, apoiados e incentivados por escritores, professores, jornalistas e políticos que representavam a elite cultural da cidade, entre os quais Romualdo Monteiro de Barros, Antônio Machado Sant'Anna, José de Souza Magalhães, Albino de Camargo Neto, Plínio Travassos dos Santos, Onésio da Motta Cortez, Epaminondas Barra, fundaram a "Academia Estudantina de Letras”. E o grupo deixou de reunir-se na cozinha da Legião Brasileira e na casa da Emília, para instalar-se na Biblioteca Municipal, na Praça Santo Antônio, por determinação do então prefeito José de Magalhães.

De repente, para surpresa e gáudio dos estudantes, o professor Romualdo Monteiro de Barros e o doutor Epaminondas Barra solicitaram ingresso na Academia Estudantina, que foi então transformada, no dia 9 de junho de 1951, em Academia Ribeirãopretana de Letras, para acolher esses e outros intelectuais de Ribeirão Preto. Sob a presidência de José Paschoal do Rosário, a Diretoria provisória elaborou os Estatutos e o Regimento Interno da ARL, mas foi mantido, como data de sua fundação, o dia 23 de outubro de 1947, em homenagem à Academia Estudantina de Letras.

Inicialmente com 30 cadeiras, foi somente em 1985, com ampla reforma estatutária, que a ARL passou a contar com 40 cadeiras, patroneadas por expressivos nomes da literatura local e nacional. Foram seus presidentes: José Paschoal do Rosário (19511952), Mário Moreira Chaves (1952- 1953), José Magalhães (l954- 1955), Mário Moreira Chaves (1956), José de Souza Magalhães (1957- 1958), Ruben Cione (1959- 1962), Sebastião Porto (1963), Ruben Cione (1964- 1975), Syivio Ricciardí (1976 -l982), José Maria Morgade de Miranda (1983- 1984), Luís Carlos Raya (1984- 1995) e Antônio Carlos Tórtoro (1996-2005).

A Academia Ribeirãopretana de Letras, por meio de programações oficiais e da atuação de cada um de seus membros, participa ativamente de um sem número de atividades culturais, em particular de eventos literários, na cidade e região, promovendo memoráveis sessões solenes, agradáveis noitadas lítero-musicais, saraus de poesia, palestras sobre os mais diversos e interessantes temas culturais, descontraídos encontros com estudantes e intelectuais, reuniões públicas de lançamento de livros, além da colaboração com a imprensa e da participação em concursos literários.

A ARL, é importante mencionar, foi parceira na fundação de algumas Academias de Letras na região de Ribeirão Preto: São Joaquim da Barra e Franca, além de poder estar orientando, futuramente, a instalação de novas academias em Sertãozinho e Porto Ferreira. , .

No dia 7 de fevereiro , no Fazenda de Minas , rua 7 de Setembro , 1666 , local de reuniões da ARL até meados de 2004 , ocorreu a eleição e posse da atual Diretoria da ARL - Academia Ribeirãopretana de Letras , sob a presidência do Prof. Antônio Carlos Tórtoro.

Após realizada a eleição, venceu a chapa única “RUY ESCOREL FERREIRA SANTOS”, assim composta: Antônio Carlos Tórtoro (Presidente), Ely Vieitez Lanes (Vice-presidente), Rita M. Mourão (1ª. Secretária), Rosa Maria Britto Cosenza de Oliveira (2ª. Secretária), Waldomiro W. Peixoto (1º. Tesoureiro), Antônio Ruffino Netto (2º. Tesoureiro), Nilva Mariani (Cerimonial) e Wilson Salgado (Bibliotecário).

Uma das lutas enfrentadas pelas diversas presidências da ARL em seus 57 anos de história, foi sempre a busca da construção de sua sede própria: um capítulo à parte.

Em 29 de outubro de 1981, o Prefeito Municipal de Ribeirão Preto, na época, Dr. Antônio Duarte Nogueira, doava à ARL-Academia Ribeirãopretana de Letras, Lei no. 3989, um terreno de 360 metros quadrados , no Jardim São Jorge, para construção de sua sede própria.

A ARL era então presidida pelo Dr. Sylvio Ricciardi, e, já com mais de 30 anos de existência, esperava contar com recursos do Governo do Estado, para tornar realidade um sonho daqueles que formavam nosso sodalício.

O intermediário na solicitação de tão preciosa verba era o Deputado Estadual do PDS, Walter Auada.

Planta e orçamento prontos, responsabilidade do Engenheiro Civil Walter José Ragazzi , em abril de 1982 , esperança aguçada, projeto orçado em dezesseis milhões cento e setenta e nove mil, cento e vinte e dois cruzeiros e dez centavos.

Mas , no dia 11 de junho de 1983 , foi enviado ao Governador Franco Montoro um requerimento com o seguinte teor: “Através da indicação no. 929 de 1980, o Deputado Walter Auada solicitou ao Senhor Governador do Estado daquela época a concessão de recursos àquela Academia, destinados à construção de sua sede própria (Diário Oficial de 27 de agosto de 1980, página 96, 95ª). Sessão ordinária da 2ª. Sessão legislativa da 9ª. Legislatura realizada em 26/8/80. Atendida a reivindicação, foi concedida uma verba para a referida construção, verba essa constante do orçamento para 1983 e como temos tido grandes dificuldades na sua liberação, vimos solicitar a V. Excia. providências no sentido de que possamos ver solucionado o nosso caso, sob pena, inclusive, de perda da doação do terreno”.

No dia 7/10/83, o presidente da ARL, José Maria Morgade de Miranda, solicitava do Prefeito Municipal prorrogação do prazo para a construção da sede própria, mas nada conseguiu.

Infelizmente, perdemos a verba e o terreno.

A partir daí, desde que assumi a presidência da ARL, mantivemos, eu e a diretoria da ARL, contato com todos os Prefeitos empossados desde 1994.

No segundo semestre de 2003, o Membro Honorário da ARL, Prof. João Alberto de Andrade Velloso, apresentou-me, no Colégio Anchieta, um amigo seu, Nilton Rodarte, corretor de imóveis, CRECI 37.195, da Consultoria de Imóveis Rodarte Ltda, que dizia saber de um terreno da Prefeitura que poderia muito bem abrigar a futura sede da ARL.

Com a planta do lote total em mãos, começamos o trabalho de tentativa de doação.

Falamos com Nilton Garcia e Gilberto Maggioni. Em princípio solicitaram toda a documentação legal da ARL, o que, de imediato foi providenciado.

Depois de um bom tempo, a Sra. Nazaré ligou-me pedindo mais documentação, que deveria ser levada até a Secretaria de Negócios Jurídicos: providenciamos imediatamente.

Finalmente, compreendendo a relevância de um tão importante espaço cultural, e fazendo jus a décadas de atividades desenvolvidas pelas Academias sem sede própria, um Projeto de Lei Complementar no. 633/04, de 30/3/2004, do Prefeito Gilberto S. Maggioni, fez, parcialmente, justiça e concedeu direito real de uso à ARL: um terreno de 380,40 metros quadrados no Parque dos Lagos com a finalidade de ali se construir uma sede que poderá abrigar, no mesmo prédio a ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras, a ARE- Academia Ribeirãopretana de Educação, a ALARP – Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto e a ACRP – Academia de Ciências de Ribeirão Preto, transformando o local num Centro Cultural que levará à comunidade as atividades culturais e científicas que essas Academias puderem proporcionar.

No dia 30 de dezembro de 2004, o Membro Honorário da ARL e Prefeito Municipal no seu último dia de mandato, assinou o documento que, definitivamente, deu posse do terreno à ARL.

Mais recentemente, em reunião ordinária realizada no dia 5 de março de 2005, no Centro Universitário “Barão de Mauá”, novo local de nossas reuniões, as arquitetas Fiorella Queiroz e Marisa Laguna apresentaram aos presentes o projeto do que deverá ser a tão sonhada sede da ARL que hoje conta com 40 membros Efetivos: Marcos Zeri Ferreira, Nicolau Dinamarco Spinelli, Miguel Perrone Cione, Alexandre Azevedo, Feres Sabino, Sérgio Roxo da Fonseca, Geraldo maia campos, Ely Vieitez Lisboa, Ruben Cione, Maria Lúcia Cardoso dos Santos, Alfredo Palermo, Edevard de Souza Pereira, José Magalhães Navarro, Sylvio Ricciardi, Rita Mourão, Waldomiro Peixoto, Amini Boainain Hauy, Augusto Martinez Perez, Carlos Roberto Caliento, Cônego Arnaldo Álvaro Padovani, Saulo Gomes, Fernanda Ripamonte, Cyro Armando Catta Preta , Wilson Salgado , Antônio Ruffino Netto , Rosa Maria Britto Cosenza de Oliveira, Nilva Mariani e outros, além de importantes e atuantes membros Honorários tais como Manoel Simões, Galeno Amorim, Jubayr Ubyrantan Bispo, Vera Lúcia Moquenco de Figueiredo, Vilibaldo Faustino, Francisco Sérgio Nalini, Oscar Gonçalves e outros já citados anteriormente.

É importante frisar que, em três de agosto de 2002, os membros da ARL, em reunião ordinária, fundaram a ARE-Academia Ribeirãopretana de Educação. Oito são seus fundadores: Ely Vieitez Lanes, Luiz Carlos Raya, Nilva Mariani, Alfredo Palermo, Rita M. Mourão, Waldomiro W. Peixoto, Antônio Ruffino Netto e Antônio Carlos Tórtoro, membros efetivos da ARL. Os nomes dos Patronos das 33 primeiras Cadeiras foram os mesmos dos professores homenageados há alguns anos , no Theatro Pedro II , pelo Grupo Gerenciador Ribeirão 2000.

Enfim, a história dos 57 anos de existência da ARL se confunde com a própria história dos 149 anos de Ribeirão Preto tendo em vista que os membros que a compõe, e compuseram, sempre fizeram parte daqueles que também ajudaram a escrever, e continuam escrevendo, belas páginas da vida ribeirãopretana.


FOTO DOS PRESENTES AO JANTAR COMEMORATIVO AOS 50 ANOS DA ARL.
Da esquerda para a direita : Menalton, Ely, Dr Rubem, Dr Ruffino, Nilva, Roveri, Tórtoro, Dr Palermo, Dra Rosa , Dr navarro, Dra Maria Lúcia,Dr Eduardo Dutra, Dr Augusto M. Peres, Dr João Caetano e Dra Amini.


 
 
 
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Da esquerda para a direita : Nilva, Ely, Palermo, Amini, João Caetano,Ruffino e Rosa.
Obs: O símbolo da ARL foi mudado em 1997 após completar 50 anos.

 
 
PREFEITO MAGGIONI DOA TERRENO PARA ARL
 
 

SEDE PRÓPRIA: JÁ TEMOS O TERRENO

“Havia um homem que não conhecia o impossível: foi lá e fez”

Em 29 de outubro de 1981, o Prefeito Municipal de Ribeirão Preto, na época, Dr. Antônio Duarte Nogueira, doava à ARL-Academia Ribeirãopretana de Letras, Lei no. 3989, um terreno de 360 metros quadrados , no Jardim São Jorge, para construção de sua sede própria.

A ARL era então presidida pelo Dr Sylvio Ricciardi, e, já com mais de 30 anos de existência, esperava contar com recursos do Governo do Estado, para tornar realidade um sonho daqueles que formavam nosso sodalício.

O intermediário na solicitação de tão preciosa verba era o Deputado Estadual do PDS, Walter Auada.

Planta e orçamento prontos, responsabilidade do Engenheiro Civil Walter José Ragazzi , em abril de 1982 , esperança aguçada, projeto orçado em dezesseis milhões cento e setenta e nove mil, cento e vinte e dois cruzeiros e dez centavos.

Mas , no dia 11 de junho de 1983 , foi enviado ao Governador Franco Montoro um requerimento com o seguinte teor: “Através da indicação no. 929 de 1980, o Deputado Walter Auada solicitou ao Sr. Governador do Estado daquela época a concessão de recursos àquela Academia, destinados à construção de sua sede própria (Diário Oficial de 27 de agosto de 1980, página 96, 95ª). Sessão ordinária da 2ª. Sessão legislativa da 9ª. Legislatura realizada em 26/8/80. Atendida a reivindicação, foi concedida uma verba para a referida construção, verba essa constante do orçamento para 1983. Como temos tido grandes dificuldades na liberação da mesma, vimos solicitar a V. Excia. Suas providências no sentido de que possamos ver solucionado o nosso caso, sob pena, inclusive de perda da doação do terreno”.

No dia 7/10/83, o presidente da ARL, José Maria Morgade de Miranda, solicitava do Prefeito Municipal prorrogação do prazo para a construção da sede própria, mas nada conseguiu.

Infelizmente, perdemos a verba e o terreno.

A partir daí, desde que assumi a presidência da ARL, mantivemos, eu e a diretoria da ARL, contato com todos os Prefeitos empossados desde 1994.

Nota importante:

No segundo semestre de 2003, o Membro Honorário da ARL , Prof. João Alberto de Andrade Velloso, apresentou-me, no Colégio Anchieta, um amigo seu , Nilton Rodarte, corretor de imóveis, CRECI 37.195, da Consultoria de Imóveis Rodarte Ltda, que dizia saber de um terreno da Prefeitura que poderia muito bem abrigar a futura sede da ARL.

Com a planta do lote total em mãos, começamos o trabalho de tentativa de doação.

Falamos com Nilton Garcia e Gilberto Maggioni . Em princípio solicitaram toda a documentação legal da ARL , o que , de imediato foi providenciado.

Depois de um bom tempo , a Sra. Nazaré ligou-me pedindo mais documentação, que deveria ser levada até a Secretaria de Negócios Jurídicos: providenciamos imediatamente.

No último ato do Prefeito Maggioni, o terreno foi-nos doado, oficialmente.

 

 

Finalmente, compreendendo a relevância de um tão importante espaço cultural, e fazendo jus a décadas de atividades desenvolvidas pelas Academias sem sede própria, um Projeto de Lei Complementar no. 633/04, de 30/3/2004, do Prefeito Gilberto S. Maggioni, faz, parcialmente, justiça e concede direito real de uso à ARL: um terreno de 380,40 metros quadrados no Parque dos Lagos com a finalidade de ali se construir uma sede que poderá abrigar, no mesmo prédio a ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras, a ARE- Academia Ribeirãopretana de Educação, a ALARP – Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto e a ACRP – Academia de Ciências de Ribeirão Preto, transformando o local num Centro Cultural que levará à comunidade as atividades culturais e científicas que essas Academias puderem proporcionar.

No dia 30 de dezembro de 2004 (foto acima), o Membro Honorário da ARL e Prefeito Municipal no seu último dia de mandato, assinou o documento que, definitivamente, deu posse do terreno à ARL.

É um recomeço. A construção de uma sede própria é difícil, mas não impossível.

Agora só depende, novamente, de nós: as forças vivas da comunidade ribeirãopretana.

 

ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO

PRESIDENTE DA ACADEMIA RIBEIRÃOPRETANA DE LETRAS

 
 

PRIMEIRA VISITA AO TERRENO DA FUTURA SEDE DA ARL

 
 

7 DE JANEIRO DE 2005.

 

PRESENÇA DE SAULO GOMES E SUA ESPOSA EDNA , AS ARQUITETAS FIORELLA QUEIROZ E MARISA LAGUNA, E O PRESIDENTE TÓRTORO.

 

LOCAL : PARQUE DOS LAGOS

 

 

 

 

 

TÓRTORO E SAULO AO LADO DA ÁRVORE-MARCO DO TERRENO

 

 

 

 

 

 

 

SAULO COM AS ARQUITETAS

 

 

SAULO COM EDNA AO LADO DA ÁRVORE-MARCO DO TERRENO

 

CASA NA ESQUINA, OPOSTA À ESQUINA DO TERRENO DA ARL

 

 

ESQUINA DO TERRENO DA ARL

 

ARQUITETAS FIORELLA E MARISA

 

 

CONSTRUÇÕES NAS LATERAIS DO TERRENO

 


INAUGURAÇÃO DO SEPULCRO "VEIGA MIRANDA" DA ARL

 

SEPULCRO “VEIGA MIRANDA”

 

“ Veiga Miranda: grandeza de alma , de caráter, fulgurante inteligência, universal cultura, gênio político , envergadura moral e alto quilate de virtudes cívicas”

Dr. Rubem Cione

 

Tudo começou no dia da posse do acadêmico Waldomiro Waldevino Peixoto , na Cadeira número 22 , da ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras.

Em seu discurso de posse , ele manifestou o desejo de retomar estudos e atividades que viessem a relembrar e homenagear , condignamente , o Patrono : de sua cadeira : Veiga Miranda .

A primeira medida tomada com esse objetivo , assumido de imediato por mim , como presidente da ARL , foi solicitar ao amigo vereador , Leopoldo Paulino que propusesse à Câmara Municipal uma Lei, instituindo a “Semana Veiga Miranda” como parte do calendário cultural do Município de Ribeirão Preto : e a lei 9.093 foi criada em 19 de janeiro de 2001.

Em seguida , sabedores de que um neto de Veiga Miranda, Dr. João Pedro Rolim Moraes , pretendia retirar de nossa cidade os restos mortais de seu avô, dado o descaso de nossas autoridades competentes e o abandono do túmulo, localizado no cemitério da Saudade , iniciamos — graças ao apoio do amigo Antônio Carlos Rizzi , da administração da Câmara Municipal — uma nova batalha: conseguir a doação do túmulo para a ARL para ali construir o Mausoléu “Veiga Miranda”, da Academia Ribeirãopretana de Letras e , por conseguinte , manter aqui os restos mortais de uma personalidade histórica que levou o nome de Ribeirão Preto para todo o Brasil , sendo o primeiro civil a ser Ministro da Marinha , durante o governo do Dr Epitácio Pessoa.

Procurados por mim , os vereadores José Alfredo , Sílvio Martins e Antônio Sobral enviaram simultaneamente , processos para a Secretaria de Negócios Jurídicos — 044550-0/2002 e 050702-6/2002 — no sentido de alcançarmos nosso objetivo . Dado a entraves da lei , uma delas do início do século XX , as coisas estavam se complicando . Pedi, então, ajuda da Dra Juliana Galvão , minha ex-aluna e colega de conselho , no CONPPAC. Imediata e eficientemente , em pouco tempo, ela conseguiu a liberação do túmulo, desde que alguém da família Veiga Miranda assinasse documento de doação.

Mais uma vez , por meio de informações do colega Waldomiro Peixoto — que de Marília, onde reside, vinha mantendo , por mais de dois anos, contatos com a família Veiga Miranda — tomei conhecimento da passagem , por Ribeirão Preto , do Dr João Pedro : e fui me encontrar com ele , em meu horário de almoço, no Novo Shopping , mais precisamente na Livraria Saraiva , onde , após rápida conversa , obtive um documento assinado autorizando a transferência do túmulo .

Veio então a necessidade do pagamento de uma taxa no valor de R$ 657,90 : e não tínhamos o dinheiro disponível.

Mais uma vez colocamo-nos em ação, tentando criar uma lei que nos permitisse não pagar a referida taxa, pois, afinal de contas , estávamos preservando um marco importantíssimo da história de nossa cidade. Nessa fase, tivemos o apoio dos colegas acadêmicos Dr Feres Sabino e Dra Fernanda Ripamonte.

Mas foi por uma parceria da ARL com a ACRECE – Associação dos Cidadãos Ribeirãopretanos e Eméritos, firmada no dia 13 de abril que , graças à proposta do seu Presidente Executivo , Vilibaldo Faustino Jr, obtivemos a verba necessária para o pagamento da taxa de transferência exigida por lei.

O túmulo foi reformado e construídas nele 6 galerias no dia 22 de abril de 2005 — já com processo de seu tombamento, solicitado por mim, junto ao CONPPAC — e transformado em Sepulcro “Veiga Miranda” da ARL, ponto turístico cultural , onde serão realizados ali , anualmente, durante a Semana “Veiga Miranda” — comemorada na segunda quinzena de abril — atos e eventos que , de uma vez por todas, marquem a presença entre nós de tão importante escritor e homem público.

 

 

ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO

PRESIDENTE DA ACADEMIA RIBEIRÃOPRETANA DE LETRAS


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